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Mostrando postagens de maio, 2010

Já não mais...

Já vi a esperança Mas hoje não a reconheço. Apenas me passa uma vaga lembrança Mas que dela logo me esqueço. Já vivi em plena harmonia Mas hoje estou à beira da morte Vago-me de uma breve alegria Ao ver que ainda me resta a sorte. Vivo de algumas recordações Daquelas que não me esqueci Meus sonhos soam como canções E por eles é que estou aqui.

Um Conto, Estrelas e Sonhos

“ Podem os sonhos mudar os olhos do homem diante do mundo? Filhos da fantasia, arautos da ilusão. Os sonhos enganam e encantam. Como acreditar em algo tão sedutor quanto inconstante?” Foi o que meu pai um a vez me disse, quando eu era ainda muito pequena para compreender. Voltei meus olhos aturdidos para minha mãe, que simplesmente falou: “Os sonhos revelam o que está oculto em nossos corações”. Eu era muito pequena para entendê-la também. Lembro-me de sair da sala quando os dois começaram a discutir – eu não suportava gritos. Subi para meu quarto e me escorei na janela, fitando o horizonte. A discussão ainda era ouvida lá embaixo. E tudo começou porque eu perguntei o porquê de meus sonhos serem tão esquisitos. Noite passada, sonhei que as flores brotavam nas nuvens do céu e faziam chover pólen – e eu nem sabia como era o tal do pólen, mas sabia que aquela coisa do meu sonho, era pólen. Suspirei alto e me virei irritada para a porta de meu quarto, de o...