Soneto aos Parnasianos
Se ousar por um minuto me iludir E acreditar que em meus versos alcanço a perfeição Me comprometo por cada erro que provir De ignorar o despertar da dispersão Me decidi então por escavar a gruta O ourives que não ouse se zangar Ao ouvir que preferi a pedra rara bruta Espontânea e simples, sem o luxo de limar Sossego hoje quase não se encontra Inspiração que se considere a pedra rara E Beneditino, no claustro, sinta-se privilegiado À tríade, que não se considere afronta Pois me inspiro e dedico à esses nobres Meus versos pobres, ou assim pré-julgados.