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Mostrando postagens de novembro, 2010

Não Se Sabe...

Não se sabe se por culpa da vontade Se nunca pode ou se nunca quis Sabe-se ao menos que encontrou na amizade Um modo belo de ser feliz Mas seu coração há tempos ansiava Por algo forte como uma paixão Mas, distante, apenas imaginava O que era repelido pelo medo da decepção Não se sabe se está aberto O coração pulsante que se faz sentir Não se sabe se está longe ou perto Quem, de amor, faça-o se abrir O que se sabe é o que é incerto Tal qual amor tentar predizer Não se sabe se está longe ou perto Só se espera ele aparecer...

Singela Convicção

Começo aqui trabalho amador Que não sei ao certo a definição Que cada um tem um olhar, sente um sabor; Deixo aberto à livre interpretação Talvez me arrisque a escrever no fim Minha singela convicção Não me importo com quem possa vir até mim Dizer se concorda ou não Conflitos bobos pouco interessam Palavras têm poder maior Definições são como formalidades Escolha a que convir melhor Definições dispostas num dilema Que ousar transpor ninguém faria Só me pergunto: será que em meu poema Encontras poesia? PS: Referente a briga dos gramáticos em definir um poema - se poema ou poesia -; prefiro pensar como uma professora uma vez me disse, que poema é a parte estrutural, e poesia a emoção contida em cada verso...