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Mostrando postagens de janeiro, 2011

Nas Noites de Céu Estrelado

Eu queria muito começar esta história com “Era um belo dia de sol”, mas a verdade é que não era. Era época de chuva forte, muito forte. Eu não me lembro, de fato, mas é o que sempre dizem quando pergunto. Dizem que muitos perderam muita coisa. E que eu não fui a única a perder tudo, principalmente a família. Desde então, o orfanato passou a ser meu lar. Orfanato é como chamam este lugar, porque é cheio de órfãos, ou órfãs, assim como eu. Orfantório ou guarda-orfãos também são termos cabíveis. Particularmente, gosto de guarda-orfãos. Tinha cinco anos quando vim para cá. Diziam que era um milagre eu ter sobrevivido, e que havia muita terra. Diziam sempre isso, “havia muita terra...” A vida ali era satisfatória. Já tive quatro anos para me acostumar. Havia dor, às vezes, e algumas noites eram muito frias. Mas tínhamos uns aos outros – as tias que cuidavam de nós nos ensinavam a valorizar isso. Essas coisas faziam-me pensar no orfanato como se fosse remédio...

A Rosa do meu Jardim

Abras as asas, linda flor Que a aurora já se faz As lágrimas que o sereno orvalhou Não as chore nunca mais Deixa o brilho perdurar Que o diamante da noite, brilha mais durante o dia Deixa o vento o diamante semear Que a semente é quente na brisa fria Fica aqui comigo e me faz companhia Deixa eu vê-la sorrir para mim Deixa o vento para o mundo espelhar A beleza que refletes no meu jardim Abra as asas, linda flor As pétalas divinas, divindade graciosa Ainda que fincada no meu jardim, parece voar E deixa-nos a imaginar se é poesia ou se é rosa... Dedicado à uma amiga especial, Sabrina - que meus poemas continuem pondo um sorriso em seu rosto e sendo conforto para seu coração!