Eu queria...

Eu queria saber voar
Mas asas eu não tinha
Queria saber o que é amar
Mas amor de verdade não vinha.

Queria saber esperar
Mas esperança já não me faz companhia
Queria ao menos poder cessar
Esse pulsar inquietante de agonia.

Receio ser minha impaciência
Que afaste de mim o que eu desejo
Meu olhar já se perdeu na inconsciência
Pois o que quero de verdade não vejo.

Quem me dera poder fechar os olhos
E perder-me numa escuridão sem devaneios
Silenciar meu inquieto coração
E esquecer-me por um instante de meus anseios.

Quem me dera saber aquiescer
Para aceitar o vazio de forma complacente.
Ah, quem me dera... quem poderia entender?
Que no vazio profundo de minha dor insistente
Eu seria feliz por ser capaz de sofrer...


Comentários

  1. Que bom saber que não sou único a gostar e escrever poemas nesta terra, pelo visto viu o meu blog (O Bardo Brasileiro), espero que tenha gostado do que leu.
    Desculpe, prazer! Jefferson, vulgo Potter, e a senhorita se chama?
    Gostei do seu poema, a vida não é fácil mesmo, mas não podemos desanimar nunca!

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  2. Michelle você é boa mesmo nessas coisas em! :D

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. "Que no vazio profundo de minha dor insistente
    Eu seria feliz por ser capaz de sofrer..."
    Desculpa, mas eu chorei, tô emo demais, af. Vou ali cortar meus pulsos e não volto, besos. KKKKKKKKKKKKKK ):
    Af Mi, vemk sua perfeita. Seus poemas sempre fazem com que eu me sinta melhor, sabia? Pois fique sabendo agora. u_u
    Bom, vou lá achar algo afiado. KKKKKKKKKKK
    s2

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